Boas soluções com peças simples

Com a construção em andamento, Carla e eu fizemos uma viagem pela Bretanha, na costa francesa. Entrar em contato com o jeito de viver daquela gente, simples e charmoso, acabou influenciando a decoração de nossa casa em Trancoso. Trouxemos de lá idéias de móveis e chegamos até a descascar a pintura de um velho barco como referência de cor, para pincelar detalhes e quebrar a unanimidade do branco. Algumas peças, como a tranca das portas e das janelas, foram resolvidas pelo próprio marceneiro. Não teria sentido colocar maçaneta de acrílico numa arquitetura desse tipo.

Como planejar a base da decoração

Quando o assunto é decorar, o que primeiro vem à cabeça de muita gente são os móveis. Mas não é aí que tudo começa. Um bom projeto analisa, antes de mais nada, o local em pauta.

■ Verifique pela casa se não há paredes desnecessárias. A hora de derrubar e integrar espaços é antes de a mobília chegar. Depois estude a iluminação natural dos ambientes e decida onde entrar com cores intensas ou texturas especiais.

■ Dê atenção às portas. A de entrada deve ser realçada, e as demais, padronizadas. Podem ter a mesma cor da parede ou pintadas como pontos de atração. O mesmo vale para os batentes. Em áreas reduzidas, modelos de correr ajudam a poupar espaço.

■ Olhe para cima e veja se o teto não merece uma forcinha. Talvez com uma cor diferente da parede o ambiente ganhe aconchego. Rebaixá-lo, com gesso ou madeira, ou deixar as vigas aparentes são outras soluções a serem estudadas.

■ O lugar da janela faz diferença. Lembre-se de que sol intenso encurta a vida de móveis e estofados. Nesse caso, a luz pode ser controlada com cortinas grossas, venezianas ou persianas. Em claridade tênue, tecidos finos agem como filtros, proporcionando um clima acolhedor. Se a vista for bonita, dispense qualquer fechamento.

■ Planejar a iluminação também é importante. De acordo com a disposição dos móveis e com a atividade do ambiente, distribua os pontos de luz. Para escolher os equipamentos, leve em conta o tipo de foco pretendido: difuso (ilumina em todas as direções, os pendentes de teto), direcional (atinge uma única direção. Exemplo: spots), indireto (a luz incide em uma superfície e se expande. Exemplo: sancas e calhas) e de efeito (iluminam e formam elementos escultóricos. Exemplo: lâmpadas coloridas ou estroboscópicas).