Culto à Natureza

Culto à Natureza

A pós o trabalho de decoração na casa estilo francês, no Jardim Europa, Esther Giobbi indicou o paisagista Léo Laniado para a execução do jardim: “Minha preocupação era basicamente a de não competir com a arquitetura, mas sim valorizá-la, executando um projeto de complementação estética”. O ponto de partida foi a necessidade de respeitar o que ele chama de “sentimento palaciano” da construção: nobre, imponente, com ares de fidalguia. O momento seguinte foi o de criar uma nova forma para revestir o espaço.

“Ao invés de jardim, o tamanho do terreno respaldou a idéia de transformar o local numa espécie de pátio interno”, diz. Para concretizar o projeto, não bastava forrar com grama, plantar árvores ou encher o local com vasos e plantas. “Pela arquitetura, a vegetação exigia paisagem formal. Nada de folhagens grandes, de folhas largas”, explica. A única referência tropical foi respeitada: a enorme jabuticabeira que está dando sinais de produção. Da mesma forma que a casa, as plantas também evocam as belezas do inverno.