Clima de mistério

Clima de mistério

A lareira de mármore no centro da sala cativou Mônica desde o primeiro olhar. Sobre ela, reservou um espaço para a tela que retrata sua avó, pintada no início do século pelo seu bisavô Luigi Brignoli. “Os tons escuros e o suave perfil da jovem transmitem um clima de mistério, como gostam os escorpianos”, afirma Teresa. Chaise-longue Beatriz, da Bauhaus, tapete xadrez da Santa Mônica, abajur da Montenapoleone e luminária de pé da La Lampe.

Quarto e sala de jantar com luz natural

Quarto e sala de jantar com luz natural

A escada tem vigas metálicas fixadas na estrutura de concreto e degraus com placas de granilite. No piso, mármore.
O piso do estar inferior é de granilite em tons rosa, cinza e palha, com desenhos emoldurados por juntas plásticas.
Formando um espaço contínuo, as salas de estar e de jantar recebem luz natural através da bay window, próximo ao hall.

Salão de antigos e novos

Salão de antigos e novos

No hall social, harmonia entre o antigo e o novo: porta colonial e pias batismais do passado e esculturas contemporâneas.
Totalmente voltado para o mar, o estar principal é separado dos outros ambientes do setor social por piano em desnível.
Revestindo o piso. o branco das pastilhas da Vidrotil reforça, o tom escuro das paredes que enfatizam os dois níveis.

De vão a bar

De vão a bar

Desperdiçar o vão da escada localizado na entrada principal do apartamento não fazia o menor sentido. Para otimizar o espaço e valorizar as “boas-vindas”, as arquitetas Mariana Noronha e Sâmra Akad foram acionadas e propuseram a criação de um bar, com o aproveitamento da adega que o jovem casal possuía. Para acompanhar a rampa da escada que invade o vão, os nichos receberam profundidades variadas: o de cima é maior, o de baixo, menor. O móvel com três compartimentos foi produzido na cor preta, combinando com o restante da marcenaria. Duas faixas de LED embutidas deram charme à criação e a inserção de um espelho na ala central ampliou e clareou o móvel bar.

Realce obrigatório

Realce obrigatório

O aparador de acrílico do célebre designer francês Philippe Starck precisava de uma ambientação digna de sua beleza e importância. Então, para destacá-lo na sala de estar, a moradora recorreu às arquitetas Mariana Noronha e Sâmra Akad. Colocar uma cor na parede que realçasse a transparência do móvel foi a primeira intervenção adotada e, para essa finalidade, o escolhido foi o papel Ouro Rosa, da Celina Dias, pois, na sala de jantar integrada, já havia um lustre na mesma tonalidade. O próximo passo foi centralizar um imponente espelho veneziano sobre o aparador de 70 cm de largura, trazendo mais feminilidade ao composé. Por fim, a cliente pôde enfeitá-lo, acomodando livros e objetos decorativos a seu gosto.

Living bem distribuído

Veja quantas idéias práticas e originais este living projetado por Carlos e Jerônimo sugere. O vigamento em madeira, no teto, ajuda a definir visualmente os quatro ambientes que compõem o living, formando inclusive uma estante-divisória muito funcional, para separar a área de jantar. Outro recurso utilizado para delimitar a saleta de TV foi um sofá feito com redes. Elas ficam presas em ganchos, no teto, e numa base de madeira única, que serve de assento.

Sala de Jantar Artefama

Existe um estranho em nossa casa, Ele monopoliza tudo. Acabou com a conversa à mesa. É um estranho onipresente. Que apressa o banho e atrasa o sono. Cria horários que aprisionam. Opina. Hipnotiza. Transforma a distração em alienação.

A sua luz azul ou colorida mostra os problemas do mundo e o romance de gente sofisticada e fictícia, mas deixa-nos distantes da nossa realidade e de quem está ao nosso lado.

A Artefama sabe disso tudo. E acha que a função de uma sala de jantar transcende a de um simples espaço para refeições: é, também, um local para as idéias serem partilhadas.

Olhe para o quadro que você gosta

■ Não tenha medo de arriscar novas preparações de tintas. Pesquise misturas entre tons contrastantes ou acrescente branco aos poucos na cor de base. Dessas alquimias aparecem resultados surpreendentes e, o que é melhor, exclusivos.
■ Observe quanto de luz solar incide no espaço. Quanto mais ensolarado for, maior a liberdade de usar colorações fortes e escuras.
■ Áreas de passagem ou de pouco uso, como corredores e halls de elevador, permitem tonalidades dramáticas: cinza-chumbo, marrom-café etc. O pulo-do-gato é ter cores claras nos ambientes vizinhos. O impacto de sair de um tom forte para um suave estimula a retina e envia mensagens de bem-estar ao cérebro.
■ Opte por jogar cor nas paredes ou no mobiliário, nunca em ambos. O equilíbrio depende do colorido de um e da neutralidade do outro.

As cores na decoração

Ou tente se lembrar como eram os ambientes que lhe atraíam na infância. Esses são bons exercícios para perceber quais as cores mais ajustadas a sua personalidade. O tom de sua decoração pode partir daí.
Cor e iluminação quando pensadas juntas formam uma dupla dinâmica. A casa ganha uma tonalidade durante o dia e, à noite, quando as luzes acendem, surgem nuances diferentes. Lâmpadas coloridas também ajudam a criar uma nova coloração nos móveis e nas paredes.
Em ambientes pequenos, é bom não abusar das cores. O excesso provoca poluição visual e irritação. Assim, reserve os matizes fortes só para os detalhes: almofadas, quadros, objetos decorativos.