Paisagismo em comunhão com a arquitetura

Paisagismo em comunhão com a arquitetura

A única exceção fica para a gardênia, que floresce no final da primavera. Os matizes vão do amarelo ao laranja, fora o azul-e-branco do manacá-da-serra. O perfume comum resultou num cítrico bem suave. Laniado reuniu camélias, magnólias, rododendros, rosas, giestas, orquídeas, jasmins e muro recebeu mudas de heras:

Também foram plantados alguns buxus, aquela árvore muito comum nos parques da Europa que a poda transforma em qualquer figura. Mas o maior destaque do jardim fica, sem dúvida, para uma enorme e linda azaléia branca, que recebeu forma arredondada nas pontas. “Essa azaléia é muito especial, estava há 25 anos no meu sítio e foi transplantada com muito carinho e cuidado”, conta Léo. O tipo de vegetação escolhida não é de muito crescimento; por isso, permite fácil manutenção. Os cuidados com o jardim não são exagerados: apenas varredura de folhas secas, podas na época certa, limpeza dos canteiros e adu-bação adequada.

Culto à Natureza

Culto à Natureza

A pós o trabalho de decoração na casa estilo francês, no Jardim Europa, Esther Giobbi indicou o paisagista Léo Laniado para a execução do jardim: “Minha preocupação era basicamente a de não competir com a arquitetura, mas sim valorizá-la, executando um projeto de complementação estética”. O ponto de partida foi a necessidade de respeitar o que ele chama de “sentimento palaciano” da construção: nobre, imponente, com ares de fidalguia. O momento seguinte foi o de criar uma nova forma para revestir o espaço.

“Ao invés de jardim, o tamanho do terreno respaldou a idéia de transformar o local numa espécie de pátio interno”, diz. Para concretizar o projeto, não bastava forrar com grama, plantar árvores ou encher o local com vasos e plantas. “Pela arquitetura, a vegetação exigia paisagem formal. Nada de folhagens grandes, de folhas largas”, explica. A única referência tropical foi respeitada: a enorme jabuticabeira que está dando sinais de produção. Da mesma forma que a casa, as plantas também evocam as belezas do inverno.

Sua alteza, a orquídea

Sua alteza, a orquídea

Elas têm fama de delicadas e de difícil cultivo, mas seus defensores garantem que não são necessários tantos cuidados para manter belas as orquídeas. A orquidófila Vera Cruz sugere esta montagem, em que as plantas ficam em vasos, numa parede, e protegidas do sol e do vento. No detalhe, a premiada Denbrodium desinflorum oculatum, espécie que floresce no inverno.

Galeria das Lonas

Galeria das Lonas

Na década de 1950, Dante fundava a Galeria das Lonas na Rua Augusta. A loja especializou-se em itens de decoração para a área externa, como toldos e guarda-sóis, e produtos para o Exército. Já na década de 1970, a Galeria das Lonas ganhou destaque com a fabricação de móveis sem ferro fundido, tornando-se pioneira no segmento de decoração de áreas externas. Hoje é líder de mercado com a mesma tradição e qualidade dos produtos.

Um novo jardim

Um novo jardim

Quando finalmente teve condições financeiras de criar um jardim, Yara resgatou os contatos do paisagista Eduardo Luppi que, há oito anos, esteve na casa ainda em reforma para esboçar um projeto verde. Antes da intervenção paisagística, o terreno em declive acentuado tinha uma laje de concreto como base, sob uma camada de 60 cm de terra, o que impedia o escoamento natural da água, que empoçava e virava barro. A solução foi instalar três ralos numa rede de água pluvial que passava sob o jardim, a cerca de 3 cm da altura do gramado. Além disso, inseriu uma fonte sobre um vaso vietnamita de cerâmica esmaltada, com aguapés. Um sistema com tubo e registro de PVC facilita a troca e o escoamento de água, além da manutenção diária.

Eduardo criou ainda uma área de leitura e descanso, com 5 x 1,20 m, e espécies variadas, como grama-preta anã, barba-de-serpente, gerânio, moreia branca, camélias, eugenia spren-geei, gardênias e orquídeas-bambu, tudo em vasos. “Selecionei plantas com alternância de florada. Assim, há flores em todas as épocas do ano”, garante. “À noite, sete pontos de luz possibilitam o uso do espaço”, completa. A pedido da moradora, que vive só, o cantinho da cadela Nega foi preservado; apenas o gramado foi substituído por um novo, do tipo esmeralda. Placas de madeira que conduziam ao atelier anexo foram trocadas por um deque inteiriço de cumaru, decorado por vasos com mudas de pimenta, alecrim e manjericão.

Aqui se faz, aqui se trata

Aqui se faz, aqui se trata

A sujeira que produzimos em casa é capaz de poluir solos e rios. Implantar um sistema de tratamento de esgoto residencial é possível? “As estações de tratamento de esgotos ganham mercado por substituir os anéis de cimento usados na construção de fossas sépticas de alvenaria, com vantagens como menor custo, instalação de um dia e total impermeabilidade”, explica a engenheira química Claudia Mufioz, da FortLev.

Homem e natureza em equilíbrio: ideal dos japoneses

O grupo faz uma pausa no trabalho na lavoura em Bastos, interior de São Paulo. Reunidos em volta da mesa, se divertem com o mahjong, um jogo chinês. Até os japoneses, tidos como trabalhadores incansáveis, têm seus momentos de lazer. Os 800 imigrantes que chegaram no porto de Santos a bordo do Kasato Maru, em 1908, e os que vieram depois trouxeram os lindos jardins, o bonsai, o ikeba-na; o banho coletivo no ofurô; o descanso sobre o tatame; sem falar na culinária. Acima de tudo, ensinaram uma lição básica: o homem deve buscar a harmonia com a natureza, em vez de tentar dominá-la.