Distância ideal

Distância ideal

Por ser retangular, a mesa embutida no revestimento de madeira de demolição na sala de jantar precisava de um pendente que a iluminasse por inteiro. Juntos, morador e arquiteta, escolheram uma peça de formas sinuosas com 80 cm de comprimento. “Acredito que cúpulas são ideais nesses ambientes. Geram, ao mesmo tempo, uma luz de foco e de penumbra, sem deixar o local muito claro e sem incomodar os usuários”, completa a profissional Maithiá Guedes, responsável pelo projeto. A delicada luminária recebeu duas lâmpadas comuns de 40 watts cada, potência ideal para uma boa iluminação do cômodo. É importante lembrar que a distância entre o pendente e a mesa deve girar sempre em torno de 70, 75 cm para garantir o conforto total do usuário, que não deve ser incomodado pela temperatura ou intensidade da luz durante as refeições. Com relação ao espaço entre o pendente e o teto, “depende muito do pé-direito de cada casa. Se ele for alto, a distância terá de ser maior; se for mais baixo, menor; por isso há uma variação, sem uma medida específica”, esclarece a profissional.

Leveza e dinamismo

Leveza e dinamismo

“Quando o assunto é quarto, seja de casal ou solteiro, estamos tratando de um ambiente íntimo e de descanso. No entanto, é comum a presença de espaços dedicados à leitura ou ao trabalho, e por isso é preciso especificar uma luminária complementar ao projeto luminotécnico, ou seja, que crie mais uma cena dentro do ambiente. Luminárias de braço ou teto são sempre uma boa pedida, pois não ocupam espaço e podem ter o foco orientado em várias direções”, explica a arquiteta Myrna. A profissional instalou dois abajures ajustáveis sobre as camas, visando uma iluminação mais leve e dinâmica.

Como eles podem ser direcionados para o local mais conveniente a cada situação, viabilizam a leitura antes do descanso, além de também servirem à bancada posicionada entre as duas camas. As lâmpadas usadas em cada abajur são de LED com 6 Watts cada, o que facilita bastante a conservação. “Elas não aquecem, dispensam manutenção e têm grande durabilidade”, diz a arquiteta. As demais escolhidas para o quarto são do tipo AR 70 de 50 Watts cada, com iluminação plena e consumo de energia moderado. Direcionadas para locais de destaque como as prateleiras com ursos de pelúcia, a iluminação trouxe ainda mais charme para o ambiente. Vale destaque para o cortineiro, também iluminado.

Integração valorizada

Integração valorizada

O que não falta no ambiente integrado projetado por Alfredo são luzes de vários tipos e para diversas ocasiões. O profissional não acredita que existe uma luminária especifica para cada ambiente da casa. “Isso dependerá muito do projeto. Há, claro, alguns modelos projetados ou pensados para determinados ambientes, mas o arquiteto ou designer pode transgredir esse uso e obter resultados impactantes”, defende. Esse espaço é ao mesmo tempo nome office, home theater e quarto de hóspedes, e recebeu tanto luzes mais aconchegantes quanto focos pontuais. O profissional ensina: “O importante é que a luminária clareie o suficiente para proporcionar uma visão confortável, sem cansar ou atrapalhar.

Pode ser desde um simples rasgo no gesso com iluminação indireta até a sobreposição de pendentes. A potência deve obedecer ã proporção de 70% para a iluminação geral e 30% para os postos de trabalho”. A opção por um modelo de abajur no canto tem a intenção de proporcionar uma iluminação mais aconchegante nos momentos de descanso ou lazer. Para isso, “foram usadas lâmpadas eletrônicas triplas com 15 watts cada, na cor branco morno, para realçar o revestimento em pergaminho da cúpula e dar um tom âmbar ao ambiente”. Essa coluna fornece uma iluminação baixa, enquanto os demais pendentes dispõem de luzes pontuais na área de trabalho. “Embora a luz artificial conte muito em qualquer projeto, a natural também é de extrema importância e não deve ser negligenciada”, finaliza.

Cada ambiente, uma luz

Cada ambiente, uma luz

“A escolha da luminária deve estar sempre vinculada ao local em que será usada, à situação, intenção e ao estilo”, explica a designer de interiores Marília Caetano. Nesse projeto, a integração entre a sala e a cozinha pediu itens combinados, mas com luzes diferentes, cada uma adequada à função devida.

Na cozinha, o ideal é utilizar luzes utilitárias com iluminação fluorescente de toque amarelado; enquanto na sala, ambiente convidativo ao descanso, o clima pede soluções aconchegantes, geralmente apropriadas para abajures, com controle de intensidade. Assim, a bancada da cozinha com 1,30 m de comprimento ganhou dois pendentes de luzes fluorescentes com 50 cm de distância entre eles, para que toda a mesa ficasse às claras.

Além de garantir um charmoso efeito estético, a solução também satisfez uma necessidade do morador. Já a mesa da sala ganhou um pendente maior com lâmpada também fluorescente, mas branca, que se assemelha às incandescentes, com a vantagem de ser mais econômica. No restante do espaço, a profissional privilegiou dicroicas focadas em lugares específicos.

As luminárias de tecido estampado proporcionaram alegria à casa, cujo estilo predominante é o clean, mas Marília alerta: “Nesse caso, a cozinha não é uma área de muito trabalho, por isso foi possível usar tecido para revestir a cúpula. Caso a freqüência de uso seja maior, é importante atentar ao material do pendente, que exigirá limpeza e manutenção constantes. Vidro, metal ou acrílico são uma boa pedida”.

Escolha imponente

Escolha imponente

Grande parte dos profissionais acredita que cada ambiente pede um tipo especifico de luz, de acordo com a necessidade de cada lugar. As arquitetas Cinthia e Andreia, da Blanco Design, reforçam: “O ideal nas salas de almoço ou jantar é priorizar uma iluminação focada e de média intensidade, dando destaque apenas para o elemento principal: a mesa. Isso porque o espaço não deve ser tomado por uma mesma luz”.

No lustre provençal – uma escolha delicada e contrastante -, as profissionais optaram por lâmpadas vela clara, com potência de 40 watts cada. Como não aquecem, a distância entre a luminária e a mesa pode variar, sem obedecer a padrões. “Precisamos apenas estabelecer uma distância mínima, a partir da qual as luzes não ofusquem os olhos de quem estiver sentado à mesa”, ensina Cinthia. O restante do ambiente leva lâmpadas par 20 recuada e dicroica, que evidenciam lugares específicos dentro do espaço. Quartos e salas pedem menor intensidade. “Por isso está descartado o uso de qualquer luz branca fluorescente”, alerta Cinthia.

Uma dupla de sucesso

Vera Lopes criou o castiçal entrelaçado de ferro. Maria Pessoa moldou os cones de parafina. A harmonia perfeita das formas e dos materiais desta peça reflete o entendimento das amigas, há três anos trabalhando junto. Os novos castiçais e lamparinas da dupla podem ser apreciados no Depósito Santa Fé.

A luz original

Tacos de sinuca, bambu, fios da palmeira tucum e mais 36 espécies de madeiras da Amazônia são algumas das matérias-primas que o pessoal da Capital Cultural transforma em luminárias. A idéia é utilizar materiais bem brasileiros e de baixo custo para oferecer objetos diferenciados.

Luminárias com a sua cara

Em parceria com o arquiteto ou o cliente, a Scatto produz a peça de iluminação que você precisa. Sua linha segue as últimas tendências internacionais e é fruto de pesquisas nas maiores feiras de iluminação, o que permite a criação de peças diferenciadas, verdadeiros objetos de desejo, como a coleção de borboletas. É o que faz a empresa ter destaque no setor de luminárias decorativas, sempre com foco na personalização, um desafio que estimula a marca a crescer cada vez mais.